Eu respeito a fé das pessoas. Respeito ainda mais a sua religiosidade, ou seja, a forma directa, sincera e profunda como cada pessoa comunica com o seu deus. O que não me obriga, naturalmente, a gostar da Igreja enquanto instituição. Muito menos da Igreja Católica. Não por alguma razão em particular, mas sim, e basicamente, por tudo no geral! Não gosto de padres, pronto! Há pessoas que não gostam de lampiões, outras não gostam de guisado de carne de vitela com couve cozida, eu não gosto de sacerdotes! Irritam-me. E irritam-me ainda mais quando se acham no direito (talvez divino) de decidir a minha vida. De opinar, como se não houvesse amanhã, sobre questões do foro intimo e da consciência pessoal de cada um. Seja a eutanásia, seja o aborto, o suicídio ou mesmo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se os primeiros são questões de consciência, de moral individual, a união entre homossexuais é uma questão de Estado. De direitos civis. Eles não têm nada que interferir.
"E que não concordam", "E que é pecado", "E que deus é que sabe" ... Mas quem é que lhes perguntou alguma coisa? E como é que eles sabem que deus, a existir, pensa assim? E quem é que lhes disse a eles que Jesus não era gay? Sabem lá eles...
Eu não sou dona da minha vida? Mau! Então quem é? A vizinha do lado? O padeiro? Dentro das liberdades que me são concedidas, na sociedade em que vivo, eu faço com a minha vida o que quiser. "Quê lá isso?!!", como diz um amigo meu... Agora são os padres que decidem?
Preocupem-se antes em arranjar formas de cativar mais gente para a vossa casinha, em arejar as mentes e, já agora, se me é permitida uma sugestão: mudem o repertório musical! deus gosta mesmo dessas musicatas arrastadas e deprimentes? Têm a certeza que não pode ser nada mais animadito? É que mesmo em acontecimentos festivos, como um casamento ou baptizado, as cantorias são de tal modo más que até o mais optimista dos cristãos sai de lá com vontade de cortar os pulsos. E já se sabe que não pode, porque os pulsos não são dele!!!